segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cadeia de Sonhos



Solto dentro do eu, alma irrequieta.
Preso entre sonhos, anseios.
Tempos de garra, idos.
Impotente diante do desejo alheio.
Tão violenta a vontade de viver, ir
Grilhões trincados, o eu do outro.
Deriva, precisão.
Sonhos, inimigos traiçoeiros.
Exaurido, só.
Novamente eu.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fogo


Balbuciar desconexo. 
Colar de corpos, fervente pele.
Embriagados no éter do querer.
O maior micro mundo da alma.
Paixão, volúpia, loucura.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Por quem as flores caem



A singeleza, meiga, gentil.
Imponente em sua torre.
Veemente e íngreme, caule e espinho.
Dilacerados os que tentam alcançá-la.
Poderosa em si. Única.
Doce néctar, serrado em sorriso.
Perfume, vício, torpor.

domingo, 1 de maio de 2011

Uno


Compreensão pelo simples sentir.
As paredes do intimo mais afastadas.
Vazio que contempla o ver.
Resigno, plácido e verdadeiro.
Ego liberto de egoísmo. 
Serenidade, silêncio singular.
Tempo sem tempo, época alguma.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Olhar



Brando fascínio que conduz.
Veredas imaculadas, enfeitiçam.
Cativas almas em seu caminhar.
Aos pés leva as incautas criaturas, apanhadas.
No mister do combinar, receita, sedução.
Pontiaguda, ácida e perspicaz.
Personalidade única.
Render-se, fato inevitável.
A todo que fitar.
Tamanha doçura deste olhar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Viver

O que realmente prende você?
O que faz com que deixe as oportunidades de viver passarem?
Dogmas que nos prendem a um mundo que verdadeiramente não é nosso.
Regras impostas, verdades plenas que só existem no mundo dos outros.
Hipocrisias impostas. 
Sentimentos de culpa impregnados em nós, verdadeiramente culpa dos outros.
Outros, todo aquele que de alguma forma nos gera sentimentos de culpa.
Por quantas vezes você deixou de realizar algo por dogmas sociais, culturais ou religiosos?
Pensar em princípios, quais? Nos que você diz ter ou nos que foram impostos a você.
Pois é, o que os outros vão pensar se você for realmente “você”?

domingo, 23 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

A Fuga



Entre sombras e engôdos, sorrateiramente camuflado.
Ardil, ágil, entre curvas e vias, segue.
Com a certeza de ir, nem ele sabe onde.
Razão plena do seu existir, o ir.
Contra senso da razão, paradoxo do ser.
Nenhum outro pode acompanhar, sequer sonhar.
Num devaneio fluir, Pensamento, senhor da arte de fugir.