Como pode ser confuso um regresso a emoções passadas.
Observar a mesma cena com uma ótica mais madura faz o mundo girar mais lento. Reconhecer a inocência na própria face é algo fascinante, encarar verdades tão vivas, dores profundas da alma.
A serenidade do tempo, que hoje é visto como amigo, outrora como maior inimigo, molda o inquieto ser, ano a ano. Este amigo não nos faz esquecer, apenas ensina a encarar com ternura e saudade as intensas emoções vividas.
Quando o maior parceiro do tempo, o destino, se apresenta, o tempo que o tempo esqueceu retorna as nossas mentes. Esta viagem, por mais dura que possa ser, é abrandada pelo próprio parceiro do destino, amortecendo cada farpa, acalmando ânimos.
Imediatamente uma nova inocência nos visita, uma visão arrogante de alguém que julga ser mais sábio que o próprio ser. Pensamentos de dúvida da própria existência recaem sobre o ser.
Mudar o que passou é impossível, mas recriar uma história pode ser feito por infinitas vezes.
Agora. Neste momento. Já. O ser retorna instantaneamente à vivacidade e à astúcia de tempos passados.
O fim deste retorno, só pode ser contado por alguém que cruzou esta linha tempestiva, pois tão subjetiva é a resposta de cada ser, que o livre arbítrio nos é positivado nas sagradas escrituras

De volta...agora com voz adulta, cabelos curtos...vicios mantidos, mas nada de amarelo pra se vestir! Ainda com os pés descalços, só que mais fortes. Inquietudes adormecidas renascem no reflexo da vitrine. Sejam bem vindas, pelas mãos de Iemanjá!
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