Como pode ser confuso um regresso a emoções passadas.
Observar a mesma cena com uma ótica mais madura faz o mundo girar mais lento. Reconhecer a inocência na própria face é algo fascinante, encarar verdades tão vivas, dores profundas da alma.
A serenidade do tempo, que hoje é visto como amigo, outrora como maior inimigo, molda o inquieto ser, ano a ano. Este amigo não nos faz esquecer, apenas ensina a encarar com ternura e saudade as intensas emoções vividas.
Quando o maior parceiro do tempo, o destino, se apresenta, o tempo que o tempo esqueceu retorna as nossas mentes. Esta viagem, por mais dura que possa ser, é abrandada pelo próprio parceiro do destino, amortecendo cada farpa, acalmando ânimos.
Imediatamente uma nova inocência nos visita, uma visão arrogante de alguém que julga ser mais sábio que o próprio ser. Pensamentos de dúvida da própria existência recaem sobre o ser.
Mudar o que passou é impossível, mas recriar uma história pode ser feito por infinitas vezes.
Agora. Neste momento. Já. O ser retorna instantaneamente à vivacidade e à astúcia de tempos passados.
O fim deste retorno, só pode ser contado por alguém que cruzou esta linha tempestiva, pois tão subjetiva é a resposta de cada ser, que o livre arbítrio nos é positivado nas sagradas escrituras