domingo, 26 de dezembro de 2010

Folhas e gotas




Deitado em minha cama, silêncio...
A chuva batendo na janela.
O verde das folhas num leve balançar.
Sol, dois milagres da vida em um frio e apático vidro.
Nostálgica tarde, envolvente.
Único, singular eu, raso, visível...
Cru, desnudo de pretensões. 
Cascas caídas, como se as máscaras fossem guardadas.
Exposto, frágil, verdadeiro.
Em folhas e gotas, protegido.
Moldura, rara pintura.
Eu.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

De volta.

Como pode ser confuso um regresso a emoções passadas.
Observar a mesma cena com uma ótica mais madura faz o mundo girar mais lento. Reconhecer a inocência na própria face é algo fascinante, encarar verdades tão vivas, dores profundas da alma.
A serenidade do tempo, que hoje é visto como amigo, outrora como maior inimigo, molda o inquieto ser, ano a ano. Este amigo não nos faz esquecer, apenas ensina a encarar com ternura e saudade as intensas emoções vividas.
Quando o maior parceiro do tempo, o destino, se apresenta, o tempo que o tempo esqueceu retorna as nossas mentes. Esta viagem, por mais dura que possa ser, é abrandada pelo próprio parceiro do destino, amortecendo cada farpa, acalmando ânimos.
Imediatamente uma nova inocência nos visita, uma visão arrogante de alguém que julga ser mais sábio que o próprio ser. Pensamentos de dúvida da própria existência recaem sobre o ser.
Mudar o que passou é impossível, mas recriar uma história pode ser feito por infinitas vezes.
Agora. Neste momento. Já. O ser retorna instantaneamente à vivacidade e à astúcia de tempos passados.

O fim deste retorno, só pode ser contado por alguém que cruzou esta linha tempestiva, pois tão subjetiva é a resposta de cada ser, que o livre arbítrio nos é positivado nas sagradas escrituras

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Início

Há muito nasceu a necessidade de expressar alguns pensamentos, finalmente me rendo a um blog.
Reflexo do subjetivo, como o próprio nome trás, âmago...
Doce por exibir a essência, vezes suave, outras nem tanto.
Amargo, frio, quente ou neutro, o âmago do ser será sempre doce.